21 de abr de 2009

Relato de uma desapropriação de terras no Amazonas.












Uma barreira policial militar especializada composta por 11 homens lado a lado, se percebe que são somente homens pelo tamanho das pernas e por um deles mostrar o rosto, o paredão é formado por homens, todos uniformizados, armados com caceteies, escudo de fibra o qual possui uma janelinha onde eles têm visão do que está a sua frente, os capacetes protegem suas cabeças, coturnos, joelheiras, braceletes, colete contra bala.
O escudo os protege contra os objetos que podem ser atirados em sua direção, seus coturnos auxilia-os no caminhar, para que suas pisadas sejam firmes e os protege contra tiros ou de objetos que pode ser atirada contra os mesmos.
Balas de feito moral, bala de borracha, bomba de efeito moral que são feitas de gazes que causa náuseas, quem recebe uma bomba desta passa mal, assim eles tem o controle mais rápido.
Os 11 homens preparados para cumprir a missão destinada a eles naquele dia, não poderia dar errada, pois uma falha seria fatal na operação, o policial mostra o rosto no momento que vai falar com a índia para se retirar da frente da barreira policial. Porém ela é persistente em sua decisão, abraça a causa com unhas e dentes. Não se preocupa com o que pode lhe acontecer e acontecer ao seu filho de aproximadamente dois a três anos de idade. O Indiozinho está nu, calcando apenas um sapatinho, já a índia está trajando uma saia florida, com barras brancas, uma blusa listrada de azul com branco, o azul simbolizando nosso céu que todas as manhãs despertam alegre e feliz na esperança de que a paz reinará para todos. O branco é a ingênua paz que ali não há naquele momento de conflito. As fores de sua saia são a florestas, mas lavouras, o sustento de seu povo, o amarelo da barra simboliza suas riquezas.
O verde das árvores simboliza a esperança de que dias melhores estão por vir, e o um progresso feliz a toda aquela gente e que a geração futura tenha onde morar, plantar e tirar seu sustento, assim possa ser um adulto feliz e realizado.
O céu possui uma nuvem azul, mas ao mesmo tempo uma nuvem turva surge, simbolizando a tristeza daquela gente que se vêem sem lugar para morar, plantar, onde possam ter uma vida digna, pois naquele momento estão vivendo sob uma situação agonizante.
O chão está todo pisoteado com o vai e vem das pessoas que estão presente no conflito, uns índios, sem-terras e outras etnias, ficam distante da barreira, mas neste momento surge uma mãe com seu filho no colo para defender sua gente, suas terras, sem pensar no que pode lhes acontecer ela não mede esforços para impedindo que avance rumo a suas casas as quais virão a baixo em segundos, sua única proteção e seu filho. Ela não tem medo dos policiais, enfrenta-os com garra e coragem, com seu único tesouro em seus braços, bate de frente com eles, sem imaginar que as conseqüências são maiores que qualquer coisa, podendo lhe custar à vida e de seu filho. Ela só quer ter um local para morar e dar a seu filho um futuro promissor e digno que qualquer pessoa precisa para sobreviver, ter uma formação e no futuro não precisar cometer o ato que pratica naquele momento.
O cheiro da terra invade o ar que todos respiram naquele momento, os barulhos de pássaros, várias vozes, ao mesmo tempo naquele momento causando um alvoroço, entre os policiais e as pessoas que serão obrigadas a procurar outro local para viver e plantar seus sustentos, pois os policiais estão ali para uma única missão, desapropriar as terras que ocupam indevidamente.


Aluna Miquelli Castro código 23879
Aluna Simône Silva código 24476
7ª Semestre de Jornalismo diurno.
Professora Ayne Salviano.
Diciplina: Tecnica de Redação / Projetos e Produtos.

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